Saudades de casa – por Djaimilia Pereira de Almeida

Saudades de casa

por DJAIMILIA PEREIRA DE ALMEIDA

Deixar o conhecido, em viagem real ou não, é assumir um ponto de vista crítico sobre viver e estar no mundo, perceber e ser percebido, diz a escritora angolana neste ensaio premiado na segunda edição do Concurso de Ensaísmo serrote, em 2013.

Participe da quarta edição do Concurso de Ensaísmo serrote – inscrições abertas até 1/8/2021

 

Ludwig Wittgenstein referiu-se ao estado mental de absoluta segurança como aquele em que saberíamos que nada nos pode fazer mal.1 Estar num lugar estranho pode ser o oposto prático desse estado. E, no entanto, a relativa insegurança sentida em lugares estranhos não chega a ensombrar os seus variados benefícios. Certas coisas só se percebem quando, por exemplo, estamos em lugares que nos são estranhos. A extemporaneidade de um dia passado nas urgências de um hospital ou a solidão de um quarto de hotel podem aproximar-nos do reconhecimento da importância daquilo que nos é familiar, mas também podem levar-nos a perceber o que de outro modo não perceberíamos sobre nós e nossa relação com o que nos rodeia. Tais experiências podem levar-nos a perceber, por exemplo, que não suportamos a solidão. Ou a saber com precisão quanto tempo conseguimos ficar mal sentados. Ou a descobrir, pelo contrário, que nos sentimos afinal protegidos ao sermos lembrados de que não estamos sozinhos numa mesma suscetibilidade à doença, ou a perceber, de uma vez por todas, que não suportamos pessoas.

Não é necessário que o misantropo que existe em alguns de nós se liberte em todos os ambientes hostis, mas um ambiente estranho pode apresentar-nos ao misantropo que não sabíamos haver em nós. Nessa altura, se poderia dizer que a realidade, como um espelho, nos devolve uma descrição mais completa do que somos. Algumas pessoas têm o mesmo tipo de experiência quando estão num país diferente: as ruas do nosso bairro são, por vezes, as urgências apinhadas de um hospital, um país a que não gostamos de pertencer. Num sentido nada metafórico, porém, o estrangeiro pode realmente nos devolver uma imagem de nós que não nos é familiar.

Eis algumas coisas que se podem perceber saindo do nosso país. Podemos perceber, por contraste, que gostamos mais de calor que de frio, ou que somos pessoas de café e não pessoas de chá. Podemos perceber coisas novas sobre o que pensamos dos outros: perceber que preferimos os madrilenhos aos milaneses e aos parisienses. E, por fim, podemos aumentar o nosso conhecimento sobre o que os outros pensam a nosso respeito e sobre o que pensamos de nós mesmos: perceber que somos mais gordos em Paris do que em Madri, que somos mais introvertidos do que pensávamos, que os nossos sapatos, que julgávamos discretos, chamam a atenção de muitos transeuntes.

A banalidade de semelhantes conquistas epistemológicas não oblitera, todavia, o seu valor como conquistas e o que genuinamente acrescentam ao que sabemos sobre o que pensamos dos outros e de nós. A afirmação de Wittgenstein sobre segurança absoluta pode inspirar-nos a relacionar o estado de estar longe de casa, e de sentir saudades de casa, com certa experiência de insegurança, mas não nos impede de ver essa experiência como um estado acrescentado de esclarecimento. Ter saudades de casa é por vezes uma maneira de perceber alguma coisa sobre a nossa casa. As saudades que sentimos de um tempo da nossa vida – da quietude das décadas em que ninguém adoeceu nem morreu, e todos se casaram e saíram de férias – acompanham por vezes o florescimento de um ponto de vista sobre esse tempo. Uma década pode ser a casa de que temos saudades. E a vida que se lhe segue, uma prolongada estada no estrangeiro.

Não se trata, assim, de propor que aprendemos com a distância, no sentido em que se poderia dizer que percebemos melhor um país estando fora dele, mas antes que o estado de relativa confusão que é o de sentirmos saudades da nossa casa nos ensina alguma coisa sobre o que somos, para lá da banalidade das nossas preferências e embirrações. A experiência que vulgarmente se designa por “perceber aquilo para que fomos feitos” implica, por vezes, aliás, perceber a nossa afinidade com coisas que não sabíamos que existiam. Nenhum empenho introspectivo nos pode levar a perceber que somos pessoas de café se nunca o tivermos provado. Perceber que se é “pessoa de” é, muitas vezes, uma convicção imediata. Provavelmente essenciais às descrições mais completas do que somos, as “coisas para que fomos feitos” são aquelas de que sentimos saudades instantaneamente, mesmo que tenhamos acabado de conhecê-las. Como velhos amigos, elas nos deixam a impressão de as conhecermos desde sempre. São nossa família imediata, a que nenhuma introspecção nos conduziria.

Por vezes, em lugares estranhos, lutamos para libertar-nos daquilo que conhecemos, e ganhamos gosto em pequenos gestos novos e na nossa representação do gosto que tiramos de tais novidades, até constituirmos um pequeno mundo de novos hábitos, um mundo de uma ou duas lojas, duas ou três ruas, um pequeno colonato, como uma boia de salvação que nos chega para que possamos viver. “Isto era capaz de me chegar”, pensamos. Esse mundo, percebemo-lo em pouco tempo, tem contudo um prazo de validade, um prazo de suportabilidade. Não se trata de o prazo de validade desse mundo provisório dizer muito sobre nós. Trata-se antes de que esse prazo é qualquer coisa que aprendemos sobre nós. Ele é um dado a nosso respeito que de outro modo desconhecemos, e que não é sequer um fato acerca de todas as pessoas. O prazo da suportabilidade de lugares estranhos é qualquer coisa sobre nós que só aprendemos em lugares estranhos. Ele parece consistir em saber até que ponto suportamos o que é estranho enquanto algo de estranho.

Walter Benjamin conta nas suas memórias de infância como os postais ilustrados da sua avó estavam “ocupados” pela sua caligrafia de tal forma que os lugares distantes das ilustrações lhe pareciam “colônias de Blumenhof”,2 a casa da sua avó. Assim são também os pequenos colonatos de familiaridade que erguemos em viagem, a coreografia característica das nossas novas rotinas. Vista a essa luz, qualquer cidade é uma composição de colônias privadas de hábitos, justapostas e entrecruzadas. Os rituais de uns tomam lugar no intervalo dos rituais dos outros: a mesa de café à qual passamos a sentar-nos escrupulosamente das nove às dez é, das dez às onze, a mesa de outra pessoa. É comum que os turistas se observem e se reconheçam uns aos outros no decurso da prática desses rituais. Associar a repetição, nesses casos, a uma procura de segurança só é talvez pertinente se preservarmos certa dose de pragmatismo. É possível que o turista rotineiro queira apenas uma digestão agradável. Procurar que as nossas refeições não nos caiam mal é, por vezes, a única e nada patética verdade por detrás de certos hábitos. E, é claro, existem as pessoas que, estejam onde estiverem, nunca se sentam no mesmo sítio, nunca fazem os mesmos percursos, pessoas para quem isto é simplesmente indiferente. Pode ser, no entanto, que tais formas de desprendimento testemunhem, na verdade, acerca de um modo alternativo de procurar nos sentir seguros.

A ideia da descrição completa de uma pessoa ocorre na seguinte história de Lydia Davis:

Um cargo na universidade

Eu acho que sei que tipo de pessoa eu sou. Mas aí eu penso, mas esse estranho vai me imaginar completamente diferente quando ele ou ela ouvir que faço isso ou aquilo, por exemplo, que tenho um cargo na universidade: o fato de eu ter um cargo na universidade vai parecer querer dizer que eu deva ser o tipo de pessoa que tem um cargo na universidade. Mas aí eu tenho que admitir, surpresa, que, afinal, é verdade que tenho um cargo na universidade. E se isso é verdade, então talvez eu de fato seja o tipo de pessoa que você imagina quando ouve dizer que alguém tem um cargo na universidade. Mas, por outro lado, sei que eu não sou o tipo de pessoa que imagino quando ouço dizer que alguém tem um cargo na universidade. Aí eu vejo qual é o problema: quando os outros me descrevem assim, eles parecem me descrever completamente, ainda que na verdade não me descrevam completamente, e que uma completa descrição de mim incluiria verdades que parecem perfeitamente incompatíveis com o fato de que eu tenho um cargo na universidade.3

Essa história expõe o problema de sabermos em que medida o que somos se esgota nas posições que ocupamos. Estar num lugar estranho assemelha-se a estar fora da nossa posição. Uma descrição completa de mim acarreta verdades incompatíveis com o fato de que ocupo as posições que ocupo, diria Lydia Davis. Ocupo esta posição, mas não sou o tipo de pessoa que costuma ocupar este tipo de posição e de algum modo sou, aliás, incompatível com esse tipo de pessoa. Mas o que é uma descrição completa? Estar num lugar estranho pode ser um modo de aceitar uma descrição completa da minha pessoa, no sentido de estar fora das posições que habitualmente ocupo, como um ministro no supermercado.

Uma descrição completa de uma pessoa seria, assim, uma descrição dessa pessoa fora de todas as posições que normalmente ocupa. A descrição que, por exemplo, um milanês faria de mim, aquilo a que John Rawls designou “posição original”, isto é, um estado em que cada um ignorasse sua “posição social” e seus “dons naturais”, por meio da ação de um dispositivo como um “véu de ignorância”.4 A Rawls interessava o tipo de acordo que pode ser possível entre estranhos. Um “véu de ignorância” assegura o grau de indiferença mútua necessário para que estranhos entrem em acordo, desconhecidas as condições que suscitariam disputas em debates acerca daquilo que cabe a cada parte. A indiferença que as pessoas que não nos conhecem têm para com os nossos traços distintivos pode revelar-nos descrições completas do que somos, que nos podem potencialmente surpreender.

O que perceberíamos sobre nós próprios numa posição original, uma posição em que o que nos individua não é capturável? Uma posição original não pretende ser uma ocasião de aprendizagem, no que se distingue de uma estada num lugar estranho – a qual pode sê-la por acidente ou de modo premeditado. É aliás ocioso e por vezes até errado encarar qualquer ocasião como uma ocasião de aprendizagem e pensar que isso a redime. É, por exemplo, errado imaginar que depois de, por hipótese, perdermos tudo seremos redimidos pelo que aprendemos com isso. O erro está em exagerar a importância que damos ao que aprendemos com o que nos acontece e até mesmo a importância de aprendermos com o que nos acontece.

Estar num lugar estranho consiste em viver sob a indiferença dos outros e em ver suspensa a rede de importância que nos liga às pessoas que nos são familiares. Torna-se assim claro que a posição que ocupamos depende da maneira como os outros nos representam e nos identificam, mais que da maneira como nos vemos, como é perceptível pela importância do ponto de vista dos outros na história de Lydia Davis. A experiência de estar num lugar estranho seria mais bem descrita pela imagem de um véu que se interpõe entre nós e os outros do que pela de um véu que botamos sobre nossa própria cabeça. Uma descrição completa do que somos inclui o nosso peso em Milão? Inclui o modo como somos vistos pelos milaneses? Aquilo que sentimos e de que viremos a sentir falta pode ser a maneira como os milaneses nos veem, essa forma afinal tão completa de descrever o que somos. Este último aspecto, que traduz a percepção de algumas pessoas, incorre todavia numa falácia a que a história de Lydia Davis nos conduz e de que ela depende, que é a de imaginarmos que reconheceríamos descrições completas de nós mesmos. Por que haveríamos de não servir como instâncias autenticadoras das opiniões que os outros têm a nosso respeito, nós que nos esforçamos tanto por nos fazer entender? Talvez tais trocas sejam expressas numa parole doméstica, a língua em que, em todo caso, nos sentimos por vezes percebidos, mas que não dominamos – como aliás ninguém domina.

Perceber que não nos esgotamos nas posições que ocupamos é perceber que existem coisas mais importantes do que essas posições, como se poderia perceber, estando em viagem, a importância que tem para nós qualquer coisa de trivial e muito familiar. É como se precisássemos sair das posições que ocupamos para perceber não a importância dessas posições, mas a importância das coisas para além dessas posições. A vida que assim nos é mostrada é a vida para lá da nossa vida. Que haja vida em Milão enquanto não estamos lá dá-nos uma imagem disso, do tipo de burburinho que existe além de nós e que sobreviverá a nós. É nesse sentido que tomar contato com o fato de que há vida em Milão pode ser uma experiência de humildade. Sair de onde estamos faz-nos perceber que não nos esgotamos na posição que ocupamos, faz-nos perceber que existe vida do outro lado. Mas, se assim é, o que aprendemos sobre nós em lugares estranhos é acerca de nossa vida para além daquilo que nos é familiar. Talvez isso seja necessariamente assim.

A medida da nossa suportabilidade a um lugar estranho também é a medida da nossa suportabilidade à indiferença generalizada a nosso respeito, e que também podemos encarar como a suportabilidade à exposição ao tipo de descrição mais completa de nós mesmos com que só estranhos são capazes de nos retribuir. Uma descrição completa é, vistas as coisas assim, qualquer coisa a que só se pode ser exposto e a que, apesar do otimismo de Lydia Davis, não chegamos sozinhos. Isto é, trata-se de algo a que não chegamos por introspecção, tal como perceber aquilo para que fomos feitos. Um estranho olharia para nós como alguém que tem uma posição na universidade, afirma Lydia Davis. O estranho é alguém que não nos percebe. O estranho, todavia, pode ser aquele que não conhece as nossas posições, aquele a quem isso não interessa. O problema de saber o que percebemos sobre nós em lugares estranhos é, por isso, o de saber o que podemos aprender com pessoas que nos conhecem mal ou até com pessoas que não nos conhecem.

A posição na universidade a que Lydia Davis se refere é a nossa posição nos sítios que nos são familiares, a qual porém não nos descreve completamente. Estar em lugares estranhos, nos ambientes em que se sente saudades de casa, pode levar-nos a perceber que uma descrição completa do que somos é às vezes incompatível com as posições que ocupamos nos sítios que nos são familiares. Tomar uma pessoa pela posição que ocupa junto ao que lhe é familiar é, no fim de contas, o tipo de coisa que só um estranho faria. Para as pessoas importantes, estamos, como a população temporariamente ignorante da teoria de Rawls, razoavelmente desapossados de atributos, tal como um estrangeiro nos veria. Veem-nos afinal como nos veem os turistas, as pessoas para quem somos importantes.

O ponto em que estão acertadas sobre nós as pessoas que nos conhecem mal toca por vezes no ponto em que estão acertadas sobre nós as pessoas para quem somos importantes. Falamos frequentemente numa parole doméstica com as pessoas que nos conhecem bem. Talvez elas o percebam e, à semelhança do estranho da história de Lydia Davis, nos vejam como o tipo de pessoa que fala numa parole doméstica com pessoas conhecidas. Também é possível que tudo o que percebem sobre nós, as pessoas que nos conhecem bem, seja a parole doméstica em que porventura lhes falamos e, apesar disso, nos sintamos em casa junto a elas. Ou ainda que nos sintamos fatalmente mal-entendidos por pessoas que nos conhecem bem, como quem acha que só é entendido no Havaí – e pensa “aqui, tão longe de casa, é o lugar a que pertenço” –, ou uma outra que só se sinta ela mesma em francês, língua que fala muito mal.

Chegados aqui, poderíamos concordar que “não há lugar como a nossa casa”, com o ânimo esperançado de Dorothy Gale em O mágico de Oz (1939). Mas onde é a nossa casa? Em certa interpretação, essa pergunta é equivalente à pergunta “mas o que é uma descrição completa?”. Perceber onde é a nossa casa é, por vezes, perceber o que somos, isto é, qualquer coisa que não é garantido que percebamos sozinhos. Não é preciso, porém, saber onde fica a nossa casa para sentirmos saudades de casa.

Estamos desapossados de atributos aos olhos das pessoas para quem somos importantes na medida em que estas não nos veem como os universitários que eventualmente somos. Pode-se imaginar a “posição original” de Rawls como uma fila de supermercado, à qual cada um chegou vindo de uma sucessão de afazeres, diferenças que o “véu de ignorância” apagaria – e talvez o acordo pensado por Rawls pudesse visar às próprias condições comerciais de um supermercado, qualquer coisa de cotidiano e problemático. Essa imagem tem a vantagem de sublinhar que a posição original só é inteligível a respeito de um contexto relacional, precisamente como uma família e, em certo sentido, como uma casa. A nossa casa também é um sítio onde a nossa proveniência se torna irrelevante, como nos sítios onde somos conhecidos, e como um sítio a que chegamos vindos de renováveis sucessões de afazeres, o lugar onde pomos em repouso as vestimentas de todas as nossas posições.

E, no entanto, às vezes, o que fazemos em família, nas casas onde vivemos, é balbuciar palavras numa parole doméstica e esperar que nos entendam. O desejo de voltar a casa, expresso por Dorothy ao dizer repetidamente “não há lugar como a nossa casa”, equivale nessa altura a cruzar os dedos para que nos entendam. Voltar a casa seria, assim, ser compreendido. É um fato cotidiano acerca de algumas vidas que por vezes estejamos numa paroledoméstica junto das pessoas perante as quais estamos desapossados de atributos, as pessoas que nos importam e para quem somos importantes. Sermos muito familiares não significa que somos entendidos, que nos entendemos, que entendemos. Thomas Carlyle falou da vida depois de “todos os tipos de professores terem feito para nós o melhor que podiam”, mas talvez essa vida nos ensine a não exagerarmos a importância daquilo que os outros têm para nos ensinar.5

O mais importante pode ser não esperarmos ser compreendidos e não esperarmos aprender. O que se fala é uma parole doméstica em muitas das casas de que ainda assim temos saudades. Fazem-se entender a custo, e entendem-se a custo, pessoas mutuamente muito importantes. Querer ser compreendido não tem às vezes nada que ver com o que é realmente importante em nossa vida. Estar num lugar estranho pode apresentar-nos à nossa condição junto daquilo que nos é familiar. O que nos conduz abruptamente à ideia de segurança por onde começamos: também ela não parece relacionar-se com sermos compreendidos. A impressão de que nada nos pode fazer mal é sentida distraidamente em família, nas famílias em que se pode estar distraído, as famílias em que muito possivelmente se fala uma parole doméstica.

 

NOTAS

  1. Ludwig Wittgenstein, “A Lecture on Ethics”, in Philosophical Occasions 1912-1951. Indian polis: Hackett Publishing, 1993.
  2. Walter Benjamin, “Infância em Berlim”, in Obras escolhidas II: Rua de mão única. São Paulo: Brasiliense, 2004.
  3. Lydia Davis, “A Position at the University”, in Almost No Memory. Nova York: Picador, 1997.
  4. John Rawls, O liberalismo político. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011.
  5. Thomas Carlyle, On Heroes, Hero-Worship, and the Heroic in History, 1841.

 

Djaimilia Pereira de Almeida (1982) nasceu em Luanda e cresceu em Lisboa. Em 2012, doutorou-se em teoria da literatura na Universidade de Lisboa. Este ensaio foi o terceiro colocado no 2º Prêmio de Ensaísmo serrote, em 2013, quando a autora ainda assinava como Ana Almeida. Desde então, ela publicou, entre outos livros, Esse cabelo (Leya, 2015), Luanda, Lisboa, Paraíso (Companhia das Letras, 2017) – ganhador do prêmio Oceanos – e A visão das plantas (Todavia, 2021).

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